O que é PLC?
PLC (Power Line Communications), também conhecido como PLT (Power Line Telecom) e PLN (Power Line Networking), é basicamente a utilização da rede de energia elétrica convencional para trafegar dados, por exemplo, com a finalidade de disponibilizar o acesso à internet.
Isso é possível, pois a freqüência que trafega nos cabos elétricos, está na casa dos Hz (hertz), já a freqüência utilizada, por exemplo, pelo BBPL – Broad Band Power Line (acesso a internet via rede elétrica), esta na casa dos MHz(megahertz), sendo assim os dois sinais podem trafegar pelo mesmo meio físico, no caso, em redes de média e baixa tensão disponíveis por todo o Brasil através das companhias elétricas. No início de seu projeto, o acesso à internet via BBPL poderia atingir taxas de trafego de 2mbps a 4.5mbps, compartilhada por todos os consumidores ligados ao mesmo transformador. Tecnologias disponíveis atualmente viabilizam fornecer o serviço a uma taxa (velocidade) de até 100mbps.
Sonho?
Muitos ainda acreditam que o acesso à internet através da rede elétrica vai popularizar e democratizar o acesso à internet no Brasil, assim pessoas que vivem em comunidades carentes e ainda em lugares distantes das grandes capitais terão acesso a internet em alta “velocidade”, sem a necessidade de grandes investimentos em infra-estrutura, aproveitando boa parte da infra-estrutura existente.
Burocracia
A ANATEL – Agência Nacional de Telecomunicações, regulamentou dia 22/08/2008 a oferta de acesso à internet via rede de energia elétrica. Apesar da regulamentação ainda faltam algumas etapas para que o serviço seja comercializado. Primeiramente o regulamento “pré-aprovado”, ficará sob consulta pública por 30 dias. Isso nos leva a crer que este prazo finaliza dia 22/09/2008, já que dia 21 é domingo (se o prazo for cumprido, claro). Após aprovação, as companhias fornecedoras de energia elétrica deverão adquirir licença normal de fornecimento de comunicação multimídia (SCM). Muitas já estão com seus backbones de fibra ótica prontos e, ainda melhor, já abriram subsidiárias de telecom para facilitar o processo. É o dinheiro falando forte no bolso das companhias elétricas.
Testes e plano piloto
Mesmo antes da regulamentação do PLC, as companhias elétricas: Eletropaulo (São Paulo), Celg (Goiás), CEMIG (Minas Gerais), COPEL (Paraná) e LIGHT (Rio de Janeiro) já estão com seus planos piloto em andamento. Plano piloto é como uma fase de teste onde a tecnologia é implementada em uma dada área ou região. Nesta fase, testes e pesquisas são realizados e os resultados tomados como base para melhorias no método de implementação e na tecnologia em si.
Do preço
Para aqueles que esperavam que o serviço de internet via rede elétrica, devido ao fato da infra-estrutura já estar instalada, fosse um serviço barato, fica o descontentamento. O serviço terá preço de mercado, o que quer dizer que o preço cobrado pelo sistema será o mesmo (ou quase o mesmo) praticado pelas teles hoje no Brasil. Já para comunidades carentes, existem projetos para implementar o PLC “gratuito”.
A tão sonhada rede A2A (Any to Any)
Esta tecnologia poderá ser utilizada para interconectar aparelhos domésticos em rede, como aparelhos de som, DVD, TV, geladeira, etc. Todo o processo de configuração dos equipamentos será automático, bastando que o equipamento central já esteja funcionando para ligar e utilizar as funcionalidades dos eletrodomésticos PLC. Já o áudio via PLC, no momento é suportado apenas pelo WMP (Windows Media Player) e o Winamp. Ainda poderão ser oferecidos outros serviços através da rede elétrica como telefonia, vigilância de segurança, tele medicina, acompanhamento pessoal para idosos, IPTV, entre muitos outros. Este é o caminho para o smart grid – redes inteligentes de eletricidade. Será a nova era das telecomunicações no Brasil, as redes A2A estão sendo aguardadas por vários fatores, um deles é a estimativa de gerar 1 trilhão de dólares até a próxima década.
Continua em breve.

Siga-nos

Comentários recentes