No próximo domingo, dia 5 de outubro, acontecerá no Brasil as eleições municipais, onde serão escolhidos prefeitos e vereadores.
Há poucos dias, escrevi aqui um post intitulado Mídia tradicional x Nova mídia, que discutia a evolução dos meios de comunicação e/ou informação.
Hoje foi dado um pequeno passo na evolução de um processo há muito ultrapassado, que não é o de votação, mas sim o período que antecede o dia de votação. A campanha eleitoral e os serviços de apoio ao eleitor.
A Google disponibilizou hoje a página Eleições 2008, com serviços como um aplicativo para o Orkut com enquetes e gráfico para acompanhar o desempenho dos candidatos, um serviço no Google Maps que mostra os locais de votação(o melhor serviço na minha opinião) e um canal no You Tube onde, em parceria com a rede Bandeirantes de Televisão, qualquer pessoa pode gravar um vídeo perguntando algo a algum candidato. A emissora irá selecionar os vídeos e estes farão parte do tradicional debate.
Nos EUA, é comum os candidatos utilizarem a internet na campanha. Tem até blogueiro colaborando, como pode ser lido no post “Não é dessa vez que o Lula me liga” do Carlos Cardoso.
Quem continua em frente a TV no horário eleitoral obrigatório ou permanece ouvindo o rádio? Pouquíssimas pessoas. As demais xingam a “intrusão”. Seria muito melhor, que tais vídeos exibidos atualmente na TV, estivessem apenas no You Tube, ou algum outro serviço de vídeos online. Cada candidato, com sua página pessoal, poderia manter contato direto com seus eleitores, apresentando suas propostas e tirando dúvidas.
Mas aí alguém poderia me dizer: “Mas Edson, nem todos têm acesso à internet.” A campanha não seria eliminada da TV, e sim reduzida para, por exemplo, uma semana em vez de um mês e todos sairiam ganhando. O candidato não precisaria mais sujar as ruas com papel e carros de som, ou atrapalhar a programação da TV e do rádio e o eleitor, no momento em que lhe for oportuno, iria atrás das informações dos candidatos por conta própria.
Fonte: Folha Online

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