Oct 28

Quando ouvimos falar sobre viagens espaciais, temos a tendência de projetar em nossas mentes a imagem dos ônibus espaciais da NASA. São cinco: Columbia, Challenger, Atlantis, Discovery e Endeavour, sendo que destes, apenas os três últimos ainda estão em atividade. Os outros dois foram destruídos em acidentes.

Em 28 de janeiro de 1986, durante a decolagem, uma explosão destruiu o Challenger e no dia 1º de fevereiro de 2003, no momento da reentrada na atmosfera, numa altitude de 61.870 metros e voando à velocidade de 20.120 KM/h, o Columbia desintegrou-se. Esta última tragédia foi devido a placas protetoras na “barriga” da espaçonave, mais precisamente em uma das asas, terem se soltado. Como ao entrar na atmosfera, qualquer objeto tende a incendiar-se devido ao atrito com o ar, os ônibus espaciais fazem a reentrada de barriga, onde têm uma proteção especial contra o calor, proteção esta que estava comprometida no Columbia. Já no Challenger, o problema encontrava-se num dos foguetes auxiliares, no qual,  uma borracha para vedar gases provenientes do combustível sólido que estes utilizam falhou, causando sua explosão seguida da explosão do tanque externo de combustível líquido e consequentemente do ônibus.

Neste dois acidentes, 14 astronautas morreram.

Muitos anos se passaram, dezenas de outras missões foram completadas com sucesso, mas a NASA, juntamente com várias outras agências espaciais ao redor do mundo, está trabalhando em novas maneiras mais eficientes e seguras de avançarmos cada vez mais nesta exploração do universo.

Hoje, 28 de outubro de 2009, a agência espacial norte americana fez o primeiro voo de teste do ARES I-X, foguete que lançará naves Orion que substituírão a frota de ônibus espaciais que finalmente serão aposentados em 2010. Este projeto, para criação de novas naves espaciais tripuladas por humanos, recebeu o nome de Projeto Constellation que além dos foguetes ARES e da nave Orion, abrange também o módulo lunar Altair.

Como, felizmente, não só os EUA têm a tecnologia e capacidade para ir além, não posso deixar de falar sobre as demais agências espaciais. Muitos países têm sua agência que desenvolve pesquisas e outras atividades astronômicas, mas a mais avançada, que considero no mesmo nível da NASA é a Roskosmos, a Agência Espacial Federal Russa, que há poucos dias esteve em destaque na mídia graças ao sucesso da expedição 21, onde a espaçonave Soyuz, além de levar e resgatar astronautas e cosmonautas da ISS, levou e trouxe em segurança o canadense Guy Laliberté, fundador do Cirque du Soleil, que desembolsou US$ 35 milhões para tornar-se o sétimo turista espacial.

Atualmente não temos mais o cenário de meados do século passado, onde EUA e a União Soviética, em meio à guerra fria, disputavam a corrida espacial. A URSS só não levou a melhor no quesito primeiros a colocar os pés na Lua. No restante, foi quem ganhou, como por exemplo, a primeira a levar um ser vivo ao espaço e a primeira a colocar um satélite artificial na órbita da Terra, o Sputnik. Atualmente todos os países colaboram entre si. Seja para construir a ISS, a Estação Espacial Internacional, ou para fazer pequenos experimentos científicos fora do planeta.

O Brasil não está atrás. A Agência Espacial Brasileira – AEB, desenvolve vários projetos, dentre eles construção de foguetes lançadores de satélites. Infelizmente tragédias acontecem por aqui também. Em 22 de agosto de 2003, o foguete brasileiro VLS – 1 / V03 explodiu no Centro de Lançamento de Alcântara, levando consigo a vida de 21 técnicos civis.

“Espaço, a fronteira final”, nas palavras do Spock do Seriado e filmes Star Trek (Jornada nas Estrelas. Não confunda com Star Wars, Guerra nas Estrelas).

Não sei mais dizer se a vida imita a arte ou vice-versa. Olhar para o céu estrelado já fez muitos de nós sonharmos e pensarmos. Por um lado no quanto somos pequenos e por outro no quanto somos capazes. Filmes, livros, seriados e diversos outros materiais há décadas cumprem bem o papel de facilitar esta “viagem” do nosso pensamento. Citando alguns, temos ContatoContatos Imediatos de Terceiro Grau2001: Uma Odisséia no Espaço2010: O Ano em que Faremos ContatoO Guia do Mochileiro das GaláxiasApollo 11Apollo 13Sunshine; os já citados Star Trek e Star WarsArmageddon, dentre muitos outros, mas um que eu gostaria que todos vocês, leitores, assistissem é October Sky, O Céu de Outubro em português. Baseado numa história real, é o filme que consegue despertar o que tentei aqui nestas linhas, a admiração e o interesse. October Sky arranca lágrimas e despeja uma carga positiva que nem o melhor livro de auto ajuda conseguirá, se é que existe o melhor livro de auto ajuda, e nem passa perto de ser um filme deste tipo. Corra para a locadora e assista!

Este foi o primeiro post de uma série. Espaço e tecnologia sempre estiveram muito ligados e se tem tecnologia envolvida, o Umbyte.com se interessa em disseminar.

Fontes: NASA, UFMGWikipédia, Inovação Tecnológica, 10 em Tudo, AEB

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  1. 1. WallaceNo Gravatar disse:

    Cara, queria eu viver quando tiver-mos convivendo com “Spock’s”.

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