Navegava a esmo, clicando aqui e acolá, quando deparei-me com um post bem interessante que remeteu-me a um assunto abordado no 2º FSL-BH, o formato de arquivos. Até então nunca tinha parado para pensar no assunto, portanto, vamos analisar um pouco.
Cada aplicativo, que pode gerar como resultado um arquivo, atribui uma ou mais extensões a este, porém, uma de cada vez, afinal, um arquivo não pode ter mais de uma extensão ao mesmo tempo. Pense na velha lei da física de que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo. Isto, claro, se você não acredita na teoria de universos paralelos.
Cada software tem um formato nativo para atribuir aos arquivos e teoricamente, é o formato nativo que garantirá fidelidade no resultado.
Até então tudo bem, em teoria o mundo é perfeito. Porém, todos sabemos que existem ‘n’ aplicativos para ‘n’ atividades e destes ‘n’ aplicativos, uma parte é proprietário, ou seja, você deve comprá-los para usar, outra parte é grátis, mas não tem o código fonte liberado, outra parte é open source e vou deixar uma parte para alguma outra modalidade de software que pode nascer da mistura de outras.
Com tantas opções, o ideal seria uma padronização de formatos, mas como isto é muito complicado de ser obtido a curto prazo, a aceitação de formatos abertos deve ser possível principalmente em ambientes acadêmicos, como no caso da matéria que deu origem a este post, onde alunos do Instituto Federal do Mato Grosso reivindicam a aceitação de ODF, o formato aberto de arquivos que engloba extensões como .odt (documentos de texto), .ods (planilhas eletrônicas), dentre outras, para trabalhos acadêmicos.
O OpenOffice (BrOffice) lê, edita e salva em formatos como o tão popular doc, nativo do famoso Word, o editor de textos da Microsoft. Porém, documentos mais complexos acabam perdendo a formatação ou outros pequenos detalhes ao serem migrados para outra suite de escritório. Pessoalmente já enfrentei problemas neste quesito com apresentações e diagramação de livro. No OpenOffice o livro estava no formato padrão exigido pelas gráficas e editoras. Por curiosidade, abri o mesmo livro no Word e a formatação foi para o espaço. Felizmente tinha a possibilidade de exportar em PDF incluindo as fontes do documento e obtive o resultado desejado em todas as plataformas.
Nenhuma instituição de ensino pode obrigar seus alunos a utilizarem uma aplicação proprietária. Todos têm o direito de ter opções, escolhendo o aplicativo que quiser, que melhor lhe atenta ou que tenha condições de adquirir. No caso do ambiente corporativo, as empresas tem o poder de decidirem os softwares com que trabalharão e se recebem arquivos de clientes e não conseguem abrir, é a própria empresa que sai com a imagem “queimada” nesta história.
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1. Luiz Claudio Eudes
disse:
December 19th, 2009 às 1:04 amEu uso o OpenOffice e quando tenho que enviar algo que não deve ser alterado, mando em PDF que não tem o risco de ficar esquisito!
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2. Ivan
disse:
December 21st, 2009 às 11:40 amInteresting, did you plan to continue this article?
IvanEdson Sguizzato
Reply:
December 21st, 2009 at 2:34 pmHello Ivan. What else would you like to see in this article? I accept suggestions to continue. Thank you for your interest.
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3. Max
disse:
January 28th, 2010 às 12:09 pmAcredito que as softwarehouse sempre tentarão manipular os usuário lançandos formatos próprios, sempre deixarão os padrões ISO e outros de lado, como o ODT.
Acho difícíl o Microsoft Office salvar um arquivo ODT. Um formato próprio dificulta a substituição do software por outro que, normalmente, usa formato padrão.
Coisas do capitalismo.
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December 17th, 2009 at 11:48 am
[...] This post was mentioned on Twitter by umbyte, Edson Sguizzato. Edson Sguizzato said: RT @umbyte: Bytes enviados – Formato de arquivos – http://bit.ly/8ij11U [...]