Início de ano é sinônimo de papelarias lotadas e matérias na TV analisando as listas de material escolar. Quase sempre são pais reclamando dos preços e relevância daquelas 10 caixas de lenços umedecidos.
Uma escola particular em Knoxville, Tenessi, colocou como item na lista para o próximo ano letivo o iPad, aparelho que muitos aqui no Brasil colocaram numa lista bem diferente: a fatura do cartão de crédito de todos os meses de 2011.
A escola, cujo nome, convenientemente, é Webb, quer que seus alunos de 4 a 12 anos tenham em mãos durante as aulas, o tablet da Apple. Aqueles que ainda não o possuem e não quiserem comprar, podem alugar. O aluguel por três anos ficaria em torno de 17 dólares por mês. O modelo mais simples custa hoje, na loja americana da Apple, $499.
Um professor de Inglês entrevistado, disse que apoia a substituição dos livros, pois, segundo ele, “há coisas que podemos fazer melhor nisto [o iPad], do que no papel.”
A ideia, apesar de parecer absurda para alguns, peca apenas por dois motivos. O primeiro é ter fixado o produto a ser adquirido. Ter dispositivos tecnológicos acompanhando a criança em toda sua vida acadêmica de forma orgânica, é exatamente o que esperamos para o futuro, mas não apenas com iPad. Será que eles aceitarão o Galaxy Tab ou um netbook? O segundo motivo, ao meu ver, praticamente anula toda a inovação que querem fazer. Redes sociais, como Twitter e Facebook, permanecem bloqueados na rede da escola. Assim, os alunos continuarão “aprendendo” como utilizar estes serviços fora do ambiente de ensino, que como diz Luli Radfahrer[1] em suas palestras, é por si só uma rede social.
Links do post:
[1] Site do professor Luli Radfahrer
Fonte: Fast Company
Via Twitter por meio de @jessie_small e @cristianobunte
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