Umbyteiros
Capítulo I - Capítulo II - Capítulo III - Capítulo IV - Capítulo V - Capítulo VI - Capítulo VII
Windows 7
Construindo equipamento para acompanhar a história no espaço. Contamos com a sua compreensão.
Sixth (Sense?)
[Movimento de caças pousando e decolando, alerta de ataque aéreo ligado e tema do Top Gun.]
A milhares de quilômetros dali, numa base aérea em local não identificado, militares estão alertas devido a aeronaves que apareceram no radar.
- Coronel! - Adentra a sala do coronel Trautimão o jovem sargento Brocha. - As aeronaves se deslocam muito rápido, senhor, nossos radares não são confiáveis…
Cel. Trautimão - E desde quando eles foram confiáveis para algo?
Brocha - … para o monitoramento, senhor. Estamos reposicionando o satélite para monitorar nosso espaço aéreo, senhor.
Cel. Trautimão - Muito bem. Acharam alguma coisa?
Brocha - Não senhor. Os tucanos foram enviados a duas coordenadas indicadas no radar, senhor, mas não encontraram nada no perímetro, senhor.
Cel. Trautimão - E onde fica este lugar?
Brocha - Que lugar senhor?
Cel. Trautimão - Este tal de perímetro, idiota.
Brocha - Senhor, perímetro é a área que foi vasculhada, senhor.
Cel. Trautimão - Eu já sabia. E que porra é essa de ficar repetindo senhor o tempo todo?
Brocha - Senhor, são normas do exército senhor.
Cel. Trautimão - ‘Ah… tá’! E o que você acha que devemos fazer?
Brocha - Senhor, devemos identificar o alvo, tentar contato e caso não obtenhamos resposta, devemos derrubá-lo, senhor .
Cel. Trautimão - E o que você está fazendo aqui ainda se já sabe o que fazer, idiota.
Brocha - Senhor, afirmativo senhor.
Após bater continência, o sargento se retira da sala do coronel e vai ao centro de controle da operação, uma sala com grandes monitores exibindo imagens de Paciência, telas azuis e do planeta terra, onde vários militares e cientistas “trabalham”.
- O satélite já está na posição? - Perguntou o sargento.
- Sim. Iniciamos com um filtro infravermelho, porém não captamos nada. - Respondeu um dos cientistas abrindo o Google Earth na sua tela.
- Nada? Mas como uma aeronave pode sumir?
- Ela não sumiu sargento, observe. - O cientista alternou a imagem da sua tela para o monitor principal. - Este é o filtro infravermelho. Ele capta o calor gerado pelos motores. Estes vários pontos no mapa são os aviões comerciais e os nossos caças. Agora, alterando-se o filtro para o de densidade, podemos notar os mesmos aviões, porém, observe este objeto triangular se deslocando na tela.
Brocha - O que é isto? - Perguntou o sargento.
Cientista - Não sabemos. O objeto não gera calor e parece estar voando a altas velocidades, Mach 13 talvez.
Brocha - Ligue para o Cern. Nosso serviço de inteligência descobriu que estão trabalhando numa aeronave green, que não emite poluentes.
Cientista - Comentaram também sobre esta aeronave ser… hã… invisível?
Brocha - Invisível? Como assim? Os tucanos não viram nada?
Cientista - Passamos as coordenadas, mas não notaram nenhum objeto.
Brocha - Ligue para o Cern enquanto faço contato com os tucanos.
Subindo ao nível superior da sala, onde outros militares atentos davam ordens pelo rádio, o sargento chamou um dos pilotos.
Brocha - Tucano um, aqui é controle.
Piloto 1 - Na escuta controle.
Brocha - Você está recebendo na sua tela agora as imagens do satélite. Faça contato visual com o alvo selecionado.
Piloto 1 - Entendido controle. Câmbio. - Após desligar o rádio, reclama: - Já passei por este ponto. Deviam trocar aquela lata velha no espaço, parece até que usam o Sputnik. - Olha para os lados e não vê o segundo caça. Verifica no radar e ele está voando próximo ao solo. - Tucano dois, responda.
Piloto 2 - Tucano dois na escu… woo… de onde veio esta antena de celular?
Piloto 1 - Pára de brincadeiras, temos novas coordenadas.
Piloto 2 - Subindo.
Piloto 1 - Devemos manter contato visual com o alvo selecionado.
Piloto 2 - Que ele atire primeiro. De que adianta super mísseis se quase não usamos?
Com força máxima nos motores, os pilotos foram rumo ao alvo, que parecia imóvel segundo as imagens do satélite.
Controle - Mantenham o curso tucanos, em segundos vocês deveram fazer contato visual.
Piloto 1 - Desça a 20 mil pés, e tome posição atrás do objeto, tucano dois.
Piloto 2 - Entendido.
Controle - Contato em 5… 4… 3… 2… 1…
Piloto 1 - Não vejo nada controle.
Controle - Mantenha o curso. O alvo não se moveu.
Piloto 1 - Viu algo, tucano dois?
Piloto 2 - Negativo.
No cockpit, o piloto 1 ouve um alerta e verifica na tela que o alvo se desloca rapidamente em sua direção.
Controle - Alvo confirmado. Derrube-o.
Piloto 1 - O que vou derrubar? Não há nada em minha frente.
Uma voz robótica, em meio a luzes vermelhas piscando, alerta o piloto: “Colisão eminente em 10… 9… 8… 7…” … desesperado o piloto aciona as metralhadoras e atira no alvo virtual. Nenhuma explosão ocorreu.
… “6… 5… 4… 3… 2… 1,5… 1,4… 1,3… 1…”.
Ao final da contagem o piloto sente o caça balançar e na tela vê o alvo passar por ele e se afastar. Segundos depois ouve o barulho da velocidade do som sendo quebrada diversas vezes seguidas. Os alertas no painel cessam e o controle chama novamente no rádio.
Controle - Tucano um, qual a situação do alvo?
Piloto 1 - Aparentemente passou por mim, porém não o vi. Apenas senti meu caça vibrar e barulhos de quebra da barreira do som, porém nenhuma aeronave, mesmo a mais rápida, pode fazer isso como se fosse uma metralhadora.
Controle - Retornem à base.
Piloto 1 - Entendido controle. Hora de voltar pro ninho tucano dois.
Piloto 2 - Estou na sua cola.
[Que história é essa? Estou no site correto? Isto é Umbyteiros? Cadê a diversão? Tom Clancy, are you there?]
No controle da missão os envolvidos nesta estão agitados buscando uma explicação para o que está acontecendo. Enquanto isso, num ambiente não conhecido, que parece o interior de uma nave, com duas criaturas também não conhecidas, ouve-se sons que parecem uma conversa:
- Gonfi traufi hunfa.
- Jojonin tunda wais yamp.
[Ok, pausa para todos colocarem o babel fish no ouvido. Colocaram?... Então vamos continuar.]
- Ele nem imagina o que o atropelou.
- Devemos desativar o modo invisível?
- Não, ainda não. A cabeça deles vai explodir.
O som de uma campainha, parecida com aquelas de velhos hotéis em filmes, acompanhada por uma voz é ouvida:
Aumentando ainda mais a velocidade, os seres desconhecidos traçaram uma linha reta com sua nave também desconhecida pelo ar. No controle da missão os militares são informados que outros casos de naves invisíveis foram constatados ao redor do globo. Outras nações tentaram também em vão um contato.
- Não sem equipamentos.
- Mas parecem que estão encurralados por aqueles outros da mesma espécie, porém que agem diferente.
- Vamos ler a mente deles para ver o que está acontecendo.
- Qual o código da mente dos humanos?
- Deixe-me consultar no sistema… é 42.
- Ok, vou tentar aquele com uma corda na mão.
Em pouco segundos uma tela na nave exibia a imagem em primeira pessoa, olhando para um grupo de zumbis e um som ecoado do pensamento dizia: “Vou chicotear todos. Pena que não tem ninguém filmando, era a minha chance de ficar famoso… Vou chicotear todos. Pena que não tem ninguém filmando, era a minha chande de ficar famoso… Vou chicotear todos. Pena que não…”
- Esta está em loop, tente outra.
- Vou no de óculos.
A imagem na tela mudou para as costas de uma humana em primeiro plano e os zumbis em segundo. A voz do pensamento dizia: “Ela me beijou, isso é um sonho… Malditos zumbis, caçoaram dos meus ídolos… Ela me beijou, isso é um sonho… Malditos Zumbis, caçoaram dos meus ídolos… Ela me beijou…”
- Caramba, também em loop. Ainda bem que a missão foi cancelada.
- Tente mais uma, se estiver do mesmo jeito, vamos embora.
- Ok, vou na humana que estava de costas.
Novamente a imagem mudou, porém a tela aumentou lateralmente pois o ângulo de visão da humana era maior. Mais zumbis estavam em foco e a voz do pensamento disse apenas: “Este seria o momento ideal para levantar o polegar com o anel pro céu e pedir carona.”
- Opa, mente brilhante encontrada…
[Peraí, eu conheço estas pessoas, quer dizer, mentes que estão no alto do prédio. São nossos heróis. Mas o que eles estão fazendo lá em cima? Como chegaram lá? Seria uma boa hora para voltar o foco da história pro final do capítulo anterior. O que me diz roteirista?]
[Cenas do capítulo anterior, ou seriam falas do capítulo anterior?]
K. MacLeod - Shelley, existe alguma outra saída desta sala?
Shelley - Não… Peraí!… Tem os dutos de ventilação.
Aragorn - Sintam o gosto amargo do couro de meu chicote.
[Now, on Umbyteiros...]
E. McFly - O Aragorn ficou. Temos que salvá-lo.
K. MacLeod - Desista desta luta Aragorn, sozinho você não conseguirá.
E. McFly - Jogue a ponta do seu chicote, nós te puxamos.
Aragorn lança seu chicote diretamente para as mãos de McFly e MacLeod, porém estes não conseguem puxá-lo.
R. Aragorn - Desistam. Salvem-se, eu serei o herói nesta história. Darei a vida para salvar vocês. Agora vão.
Relutando por alguns segundos [na realidade foi meio segundo], eles fecham a entrada e engatinham pelo duto até uma saída de ar na escada de incêndio.
Leia - Se descermos seremos pegos. O prédio está cercado e eles estão subindo.
E. McFly - Vamos para o telhado então. Talvez tenha algum helicóptero militar sobrevoando a cidade.
Subiram correndo as escadas e três andares acima já saíram para a área externa do telhado, onde encontraram algumas vassouras que utilizaram para trancar a porta.
Enquanto isso, Aragorn encarava de frente os zumbis, que com olhos vermelhos o encaravam de volta. Sem saber o que fazer, além de dar chicotadas, ele resolve desabafar:
- Este tinha tudo para ser um dia normal. Eu em casa, querendo descansar, após uma longa noite mal dormida no trabalho e vocês fazendo sei lá o que. Mas não, vocês tinham que espalhar o caos, perseguir a população não atingida, o que inclui meus amigos. E agora, o que vocês vão fazer? Me matar? Vão em frente, já não tenho mais vontade de viver. Meus cartazes foram rasgados, meus amigos se foram, vamos lá, me matem logo, podem vir, mas saibam que resistirei até meu último suspiro.
Zumbi - Pára, sem drama. Não tem graça quando a vítima se dá por vencida. Pessoal, liberem a porta aí. Nós vamos te dar trinta segundos de vantagem, portanto, corra.
R. Aragorn - O que? Como assim correr. Correr pra onde?
Zumbi - 27… 26…
Desorientado, Aragorn corre em direção à porta, passando pelos zumbis e continua no corredor até a escada de incêndio. Sem pensar muito qual direção seguir, se subir ou descer, ele começa a descer, mas subitamente pára e pensa: “este é um prédio chique, deve ter helicóptero no telhado. Sempre quis andar de helicóptero, se tiver um parado lá vou pilotar, não deve ser difícil.” [Imagina...] Sobe rapidamente os degraus e se depara com a porta do último andar trancada, mas claramente percebeu que tinha obstáculos do outro lado, pois a maçaneta girava. Batendo na porta ele grita:
- Abram, sou eu. MacLeod… McFly… são vocês que estão aí?
Shelley - Eles chegaram. Estão tentando derrubar a porta.
K. MacLeod - Saí de perto dela então.
Shelley - Mas eu ouvi seu nome, parece que alguém gritou seu nome.
K. MacLeod - Meu nome? Seria o Aragorn?
E caminhando até a porta, MacLeod grita:
- Quem está aí?
- Sou eu. Abre logo esta porta. - Grita Aragorn do outro lado.
K. MacLeod - Mas como posso saber que é você mesmo?
R. Aragorn - Abra logo ou você sentirá o gosto amargo do couro do meu chicote.
K. MacLeod - É ele, acreditem, só pode ser ele. Ninguém mais falaria esta frase estúpida.
Eles abrem, Aragorn passa e a porta é trancada novamente.
E. McFly - Como você conseguiu se livrar dos infectados?
R. Aragorn - Derrotei todos eles com meu chicote.
Shelley - Nossa, que valente. - E virando-se para MacLeod. - Viu, isso que é homem. Não é do tipo que fica na frente do PC e quando tem um problema fica pensando em filme.
K. MacLeod - Mas se você os derrotou, por que seu chicote não está sujo?
R. Aragorn - ‘Ehhh’… ‘hã’… - Acariciando a fivela do cinto.
Neste momento a porta começa a ser esmurrada e não resiste por muito tempo. Um grande grupo de infectados passa por ela e de frente encaram nossos heróis. E em algum lugar, acima deles, o diálogo continua:
- Permissão para abduzir. - Diz um dos seres da nave através de um comunicador.
- Quantos humanos? Ou melhor, são humanos? - Responde a voz do outro lado.
- São cinco humanos.
- Cinco? Por que tantos? Andou assistindo The 4400? Se foi, já vou logo avisando [spoiler...] que não são seres de outro planeta que pegam aquele povo, e sim humanos do futuro.
- Eles estão em perigo e notei uma mente com potencial entre eles.
- Ok, pode abduzir.
- Obrigado, e obrigado também por contar o final de 4400, eu estava assistindo.
Tocando em alguns controles da nave, uma luz em forma de espiral foi lançada rumo aos nossos heróis, que misteriosamente sumiram do telhado.
Alien 1 - Espero que os demais não sejam carga extra. Só a garota que sem querer pediu carona é importante no momento.
Alien 2 - Se não forem, há muito o que limpar na nave mãe.
Alien 1 - Eles terão um choque, pois segundo seus filmes, o espaço é limpo e as naves bonitinhas e brilhantes.
[Agora pegaram pesado. Zumbis tudo bem, tinha coerência a história, mas alienígenas, abduções? Quem vocês acham que vai acreditar nisto? Quê que eu tô fazendo aqui? 'Trim.. trim... Alô? Sssim senhor... Claro que não, senhor... Sim, senhor! O enredo é perfeito... Não, senhor, não farei isso novamente...]
[Qual será o destino de nossos heróis? Aragorn será uma ótima faxineira? McFly se declarará para Leia? Shelley usará o chicote em MacLeod? Não percam o próximo capítulo desta emocionante aventura!]
['Peraí', plágio também não. E PQP, nunca ouviu falar em corretor ortográfico? “destemíveis”???]
Apesar da tensão, MacLeod procura se manter sereno para que possa fazer uma consulta ao seu gigantesco banco de dados cerebral de filmes trash. Aragorn, observando a atitude de seu amigo, descontrola-se e histericamente diz:
- Pela santa chicotada de Beto Carreiro, faça alguma coisa.
Enquanto isso Leia, apavorada, gruda fortemente em McFly que inebriado pensa: “Hoje eu peço ela em casamento.”
MacLeod de repente olha para trás e, com uma expressão de quem é marido da Mônica Belucci, diz:
- ‘YaTah !!!’ Eu sei o que fazer.
Leia - O que?
K. MacLeod - O que zumbis querem?
Leia - Num sei.
K. MacLeod - Sabe sim, pense.
Leia - Sei lá, sangue, carne, cérebro.
K. MacLeod - Vivos, eles querem pessoas vivas. Se estivéssemos mortos, eles nem notariam nossa presença.
R. Aragorn - Não vai dizer que você está querendo que a gente se mate.
[Silêncio]
R. Aragorn - ‘Peraí’, é isso? Você realmente quer isso?
K.MacLeod - Olhando para este seu chicote dá vontade. Coloca ele em volta do seu pescoço e aperta.
R. Aragorn - Mas…
K. MacLeod - Cala a boca. Já que os zumbis não querem mortos, vamos fingir que estamos.
Leia - E você acha que isso realmente vai funcionar?
K. MacLeod - Agora, vamos fingir agora. E não solte o McFly senão ele acorda do seu devaneio.
E. McFly - Eu ouvi.
Os quatro tombaram a cabeça e esperaram. Os zumbis aos poucos foram parando de balançar o carro, até que ouve-se uma voz embolada dizer:
- Eles morreram?
- Morrer? Desde quando balançar um carro mata alguém? - Disse outra voz embolada.
[Peraí. Deixa eu ver se entendi. Vocês querem dizer que zumbis falam? Ô roteirista, nunca vi em filme algum um zumbi falar coisas além de brain ou cérebro, se o filme foi dublado.]
- Eles podem estar fingindo.
- Pensam que somos ursos do desenho do Pica-pau. - Disse uma voz de mulher seguida de uma gargalhada de bruxa. [Halloween foi sexta-feira.]
- Mas como vamos descobrir se estão fingindo ou não.
- Pense defunto, pense. E recoloque seu olho no lugar, isto não assusta nem criança.
- Já sei. - Grita um velho zumbi dando cotoveladas para se aproximar do carro. - Repare no cara do banco de trás. Olha o estilo de nerd.
- E o que que tem o estilo dele?
- Dê-me um minuto.
O velho se afasta do veículo e pouco tempo depois ouve-se uma discussão:
- Douglas Adams foi o pior escritor de todos os tempos. E o 42, que estúpido iria imaginar uma imbecilidade dessa?
- Isto não é nada, tem um seriado na TV que é horrível. Chama The Big Bang Theory e nele tem um cara ridículo, acho que o nome dele é Sheldon.
MacLeod sussurra entre os dentes no interior do bytemovel:
- Calma McFly, não se mexa. Nós nos vingaremos quando não tivermos encurralados.
E. McFly - Farei picadinho de zumbis. Como ousam profanar o nome do Douglas Adams e ridicularizar o Sheldon?
Leia - Fica quieto, McFly. Depois você se vinga. Agora fica paradinho aí. - E pensa: “Eu adoro quando o nerdzilla dele aflora, quase esqueço que ele é um imbecil.”
Segurando a ira nerd, McFly e MacLeod serraram os punhos e tricaram os dentes, mas continuaram imóveis.
- É, parece que morreram mesmo. - Disse um dos zumbis próximos ao carro.
- Vixe, isto acontece quando a gente menos espera. Esta manhã eu estava tomando a café quando de repente comecei a me deteriorar e senti uma enorme vontade de escrotizar com os vivos.
- Acabou a farra pessoal. Esses aí já eram, daqui a pouco se juntam a nós.
Depois disso, os zumbis afastaram-se do carro e foram dispersando-se.
MacLeod então se atreve a lentamente abrir o olho esquerdo e verifica se não existe nenhum comedor de miolos por perto quando abruptamente é surpreendido por um longo e sonoro… ronco.
K. MacLeod – PQP, como é que este idiota conseguiu dormir numa hora dessa?
McFly ainda nervoso aproveita o momento e senta a mão na nuca de Aragorn, que pula assustado e exclama:
- Não mamãe, não mamãe, não é isso que a senhora está pensando…. hã… que foi? Por que vocês estão me olhando desse jeito?
Leia, controlando-se para não rir, diz:
- Vamos rápido, a qualquer momento estes mortos vivos podem voltar.
MacLeod sai do carro e empunha sua espada. McFly e Leia o acompanham segurando o taser e o controle do Wii [eu ainda quero saber o que ele irá fazer com isso] e então Aragorn sai, tira o chicote e num movimento desengonçado, acerta o próprio nariz e diz:
- Eu senti o gosto amargo do… [PQP]
Os quatro correm em direção ao prédio onde Shelley os aguarda. Chegando no hall de entrada, são surpreendidos por dúzias de zumbis. Mas felizmente os mortos vivos não percebem a presença dos quatro, que rapidamente se escondem atrás da bancada da recepção. Aragorn murmura:
- Pelo chapéu do xerife Walker, ‘tamo’ fudidos.
E. McFly – Cala a boca, MacLeod pensará em algo.
McFly estava certo, enquanto Aragorn alisava nervosamente sua fivela, MacLeod já sorria com um plano em mente, e então vira para Leia e pergunta:
- O que acontece agora quando supostamente as pessoas morrem?
Leia, com uma expressão do tipo “My precious” olha para McFly, coloca suas mãos no rosto dele e repentinamente lhe dá um beijo. Foi aí que MacLeod percebeu que Leia tinha entendido sua idéia, pois McFly ficou como um zumbi. Aragorn, olha perplexo para McFly e pensa: “Poderia ser eu!”. Neste momento, MacLeod cutuca Aragorn e diz:
- Faça exatamente o que eu fizer.
Ele levanta-se e começa a andar em direção ao elevador… andando como um morto muito louco. Aragorn e Leia, depois de pegar McFly pelo braço, o acompanham. No caminho, escutam um comentário:
- Ô monobraço, aqueles ali não são os quatro que matamos no carro?
- Acho que sim. Olha aquele nerd que parece com o imbecil do Sheldon.
Ao ouvir o nome do seu ídolo, McFly desperta do seu devaneio e raivosamente empunha seu controle de Wii e sibila entre os dentes:
- Agora vocês sentirão a fúria jedi!
Instantaneamente todos os zumbis olharam para os quatro e com cara de velociraptor avançaram sobre eles. Aragorn, em um milagroso momento de sensatez, dá um safanão em McFly, o levanta como se fosse um garrote de rodeio e corre em direção ao elevador. MacLeod e Leia já estavam lá apertando os botões freneticamente. No exato momento em que um putrefo braço adentra, as portas se fecham [que ceninha mais clichê], um grito de dor é ouvido do outro lado e, Leia chuta o braço com tanta força que consegue expulsá-lo do elevador.
Depois de parar em quase todos os andares do prédio, finalmente chegam onde Shelley estava. Saíram cautelosamente do elevador e foram em direção à porta do escritório. Bateram e uma voz assustada do outro lado disse:
- Quem é ?
MacLeod prontamente responde:
K. MacLeod - Sou eu, amor meu!
Shelley - Que amor meu o ‘car#@$%&’!
K. MacLeod - Amor, abra essa porta, a qualquer momento eles podem vir.
Shelley - Vocês! É isso que você quer dizer.
K. MacLeod - Abra a porta, merda!
Shelley - Qual é a data de nosso aniversário de namoro?
K. MacLeod - Car#$%@. É 13 de junho. Agora abra essa porta!
Shelley - Muito fácil essa. Quando ocorreu nosso primeiro beijo?
K. MacLeod - PQP! Foi 7 de maio.
Leia - Vocês poderiam andar rápido com esse Casos de Família, eles já estão aqui.
No fundo do corredor, alguém grita : “Vamos lá pegar aquele mané do Sheldon”
E. McFly - Seu filho da p… - grita, enquanto balança seu controle do Wii
K. MacLeod - Aragorn, segure o McFly. Shelley, seu pum é mais f…
Shelley - Tudo bem, tudo bem. - destranca a porta - Podem entrar.
Os quatro correm pra dentro, e trancam a porta. Minutos depois, a porta é esmurrada por várias mãos. MacLeod vai ao encontro de sua amada. Shelley abre os braços e quando ele se aproxima, lhe dá um tapa na cabeça e diz: “Da próxima vez que falar de meu pum em público, te mato.”
Aragorn - Temos que reforçar aquela porta, ela não aguentará por muito tempo.
Leia - Vamos, McFly, ajude-nos a reforçá-la
K. MacLeod - Shelley, existe alguma outra saída desta sala.
Shelley - Não… Peraí ! - e olha para cima - Tem os dutos de ventilação. [Outra cena clichê]
Então, eles arrumam as mesas da sala para poderem subir para os dutos. MacLeod sobe primeiro, e logo depois Shelley, Leia, Mcfly e … De repente, a porta é escancarada e vários mortos vivos entram, Aragorn empurra as mesas com um chute, olha pra cima e diz “Hasta la vista, baby”. Então pega o chicote, desenrola-o e grita:
- Sintam o gosto amargo do couro de meu chicote. [PQP! Isso é cabra macho.]
[O que será que acontecerá com nosso bravo (hummm) herói Aragorn? Será que o gosto do chicote de couro é amargo? MacLeod e McFly ajudarão seu amigo? Será que apaguei a luz da cozinha? Não percam o próximo capítulo de Umbyteiros.]
4.0
[O suor escorre por suas faces serenas, o olhar reflete apenas o vazio após uma batalha vencida. Os gritos de terror ainda ecoam nos seus ouvidos e a dor de seus músculos cansados apenas os lembram de que ainda estão vivos.]
[‘Vamo’ parar com essa viadagem?]
Leia olha fixamente para as figuras à porta. Sua expressão de pânico vagarosamente transforma-se em espanto e culmina em uma gargalhada frenética.
Pela porta arrombada entram Aragorn, com o chicote na mão e a fivela reluzente na cintura e MacLeoud, um baixinho com uma espada na mão [deviam parar de vender espadas na Leitura].
McFly, também perplexo, olha a cena e diz:
- Que porra é essa? ‘Cês tão’ indo pra uma festa a fantasia?
K. MacLeoud – Cala a boca. Não fala nada. Se não fôssemos nós, você estaria morto agora, seu bosta.
E. McFly – Morto? Por que? Quem ou o que estava aí fora?
K. MacLeoud – É uma besta mesmo, até agora não se tocou que a cidade está tomada por…
Neste momento, um grito vindo do lado de fora do prédio interrompe a conversa. Os quatro correm para a janela e vêm o caos que repentinamente tomou conta da rua. Pessoas correndo por estarem sendo perseguidas, carros em alta velocidade não se importando com quem está nas ruas e bancas de jornal ardendo em chamas.
Leia – O que é isso? Afinal de contas, o que está acontecendo?
E. McFly – Vou pesquisar na internet o motivo dessa bagunça.
K. MacLeoud – Até agora você não pesquisou? Que ‘cê tava’ fazendo até agora?
Desconcertado, olhando de lado para Leia, responde:
- Hã… estava ocupado pensando em… hã… outra coisa.
Leia – Outra coisa? Que outra coisa? Você me viu sendo perseguida, barulhos lá fora e estava pensando em outra coisa? Pesquise logo o que está acontecendo.
Todos na sala ficaram impressionados com a determinação nas palavras de Leia. Sem pensar duas vezes, McFly abre o navegador e digita sua pesquisa, porém a mensagem de “A página não pode ser encontrada!” aparece na tela. Conferindo o endereço, McFly tenta novamente e obtém a mesma resposta. Como se não acreditasse no que via, exclama:
- Shiloh nos ajude, o Google está fora do ar!
Leia – Tente outro site, não é só o Google que existe. [Shiloh tenha piedade desta pobre alma. Sem comentários.]
Os três amigos se entreolham e não dizem nada. McFly tenta acessar outro site para verificar a conexão e o que constata o desespera:
- Nãããooo… Estamos sem internet… Mas que merda!
R. Aragorn – Ops! Acho que isto é um problema.
McFly levanta abruptamente da cadeira, a qual cai no chão, e diz:
- Isto não é possível. Tenho dois links dedicados e são de operadoras diferentes. Nunca fiquei sem conexão.
Leia pensa: “Agora vai. Nada como ficar sem internet para acordar o nerdzilla existente em cada nerd.”
Aproximando-se do companheiro, MacLeoud guarda sua espada na bainha, coloca a mão sobre o ombro de McFly e tenta reconfortá-lo:
- Calma, vamos pensar num jeito de nos conectarmos.
Enquanto McFly e MacLeoud conversam, Aragorn aproxima-se de Leia e puxa papo:
R. Aragorn – Ei! Tudo bem linda?
Leia – Hein??? Bem??? Tudo bem???
R. Aragorn – Relaxa. Olhando assim, posso sentir que você está tensa. Quer que eu faça uma massagem em você?
Leia – Sai pra lá!
R. Aragorn – Tenho boas mãos. Pego boi no laço, mas sei massagear uma dama de modo que ela não vai querer massagem de ninguém mais além de mim.
O telefone de MacLeoud toca. Ele confere o número, limpa a garganta e atende:
- Ei amor!
Do outro lado da linha, Shelley furiosa:
- Porra, não veio ninguém trabalhar hoje. Aquele bando de FDP nem me avisaram.
K. MacLeoud - Você notou algo estranho no caminho de casa até a empresa?
Shelley - Algo estranho? Sei lá, estava com os fones ouvindo música. Não ouvi ninguém comentando nada no metrô.
K. MacLeoud - E não notou se o metrô estava cheio como de costume?
Shelley - Realmente não tinha quase ninguém. C$%*@#, é feriado hoje? Merda, o que que eu ‘tô’ fazendo aqui? Você nem pra me avisar. Estou indo pra casa agora. Você tem meia hora para me encontrar lá.
K. MacLeoud - ‘Peraí’, não é feriado. Não saia da empresa.
Shelley - Como assim? Cadê todo mundo?
K. MacLeoud - Depois te explico. Eu vou aí te buscar. Tranque a porta e só abra para mim.
Shelley - Hein? Explique-se agora. Quero saber o que está acontecendo.
K. MacLeoud - Estou indo, calma. - E desliga o telefone.
K. MacLeoud - Vamos buscar a Shelley, ela está aqui perto.
McFly ainda abalado pela falta de internet bate na mesa e furioso diz [‘nofa’]:
E. McFly - Nada disso! Quero uma explicação sobre o que está acontecendo. Sei que você, MacLeoud, sabe o que é isto.
K. Macleoud - Agora não, vamos buscar a Shelley.
E. McFly - Ninguém sai até eu entender tudo.
K. MacLeoud – ‘Vamo’ embora que no caminho te explico, caralho. – Disse MacLeoud nervoso. [Nervoso nada, isto tudo é medo da Shelley]
McFly senta, puxa Leia para se sentar ao seu lado [esse é meu garoto] que assustada com a atitude máscula repentina de McFly não oferece resistência e, depois de um olhar meio safado, quase faz McFly esquecer-se do seu nervosismo.
MacLeoud percebe que não conseguirá convencê-lo a sair. Impaciente olha para Aragorn e diz:
- Pare de alisar este chicote e senta que lá vem história.
MacLeoud descansa sua incansável espada, olha para o infinito… [pára com essa viadagem, porra]… MacLeoud senta e começa a contar:
[Máquina do tempo, flashbacks LOST]
- Tudo começou quando cheguei na empresa, mas eu já tinha notado que tudo estava muito vazio, não tinha ninguém na rua, quase ninguém dentro do ônibus, mas não dei muita trela para este fato. Chegando em minha sala comecei a rotina: liguei o micro, fui até a cozinha buscar café [líquido sagrado de todo programador] e percebi que não havia ninguém na empresa, logo, não tinha café. Voltei para sala, já preocupado, pois não sabia como trabalhar sem café, abri o Pidgin e falei com McFly. Enquanto isso, atualizava meus feeds quando de repente aparece uma mensagem assustadora na minha tela: “PROTOCOLO BLUEHAND ATIVADO”. Neste momento comecei a teclar o fato para McFly quando sou interrompido por um barulho estranho vindo do lado de fora da minha sala. Levantei da cadeira e…
Neste momento, Leia cochicha algo no ouvido de McFly, que tem alguns espasmos, mas se controla.
…fui verificar o que era.
[Prepare-se para algo terrível.]
- No corredor, vejo alguém agachado como se estivesse comendo algo no chão. Apesar da cena escrota eu digo “Opa!” e aí…
[Música de pavor.]
…‘véi’, é a coisa mais feia que já vi. O bicho era uma mistura de filho de ‘cruz credo’ com acidente de trem. O cara era mais feio que o Slot. Na fila da feiúra ele foi duas vezes. O cara não nasceu, foi cagado. O filho…
R. Aragorn – Porra. Já entendi, o cara é feio.
K. MacLeoud – Beleza, o cara me olhou como Hannibal e me senti a Jodie Foster. Foi quando tomei a atitude mais sensata que um guerreiro pode ter. Corri e me tranquei na minha sala. [Covarde].
E. McFly – Uai, mas você disse no telefone mais cedo que tinha matado um monte de, sei lá o que.
K. MacLeoud – Calma, me tranquei na sala para me preparar. Tinha que pegar a espada e relembrar as cenas dos principais filmes de zumbi, afinal, o cara parecia muito um zumbi, porém não havia identificado como tal, ainda.
Leia – Continue.
K. MacLeoud - Respirei fundo e sai. Ele não me seguiu, quer dizer, na verdade seguiu, mas entrou em outra sala. Sorrateiramente caminhei até onde ele estava e o observei da porta. Ele continuava comendo algo e não notou minha presença. Empunhei a espada com firmeza e adentrei ferozmente a sala. A coisa se virou e veio ao meu encontro. Não consegui acertá-lo de primeira e praticamente entramos numa luta corpo a corpo, mas em um movimento firme e certeiro, com minha espada separei sua cabeça do corpo. [Na verdade não foi bem isso. O MacLeoud entrou feito uma besta ensandecida, empunhando a espada com as duas mãos sobre a altura da cabeça, tropeçou num cabo de rede estendido no chão e sem querer, cravou a espada na criatura.]
McFly e Aragorn estavam grudados na cadeira tamanha a emoção fantasiando em suas mentes o ocorrido com MacLeoud, mas Leia, com uma expressão de descaso, pergunta:
- Você quer que realmente acreditemos nisso?
MacLeoud a pega pelo braço e a leva até o corredor. No chão duas criaturas banhadas em sangue estavam mortas.
K. MacLeoud - E agora? O que me diz?
Se afastando da porta, Leia, assustada e lágrimas nos olhos, corre e abraça McFly, que não acreditando na situação só consegue pensar: “Ela realmente me ama!”
K. MacLeoud - Vamos logo, o tempo está passando e Shelley continua sozinha no prédio.
R. Aragorn - Então vamos. Você vai pegar algo para se defender, McFly?
E. McFly - Pensando bem, sim. Um minuto.
McFly digita algo em seu micro e o poster do De Volta Para o Futuro se desloca na parede de trás exibindo um cofre. Ele abre o cofre e retira um sabre de luz e um taser.
R. Aragorn - Mas isto é só um controle do Wii. O que você irá fazer com isto?
E. McFly - Quer mesmo que eu responda?
K. MacLeoud - Chega de enrolação, vamos logo.
Os quatro entram no bytemovel e se dirigem ao prédio de Shelley. Aragorn agora tem que diminuir a velocidade para desviar das criaturas que correm pela rua.
E. McFly - Ok MacLeoud, você disse que matou uma dessas criaturas na sua empresa, mas e depois? Descobriu o que era?
K. MacLeoud - Sim. Pesquisei na internet e descobri que a cidade foi infectada por um vírus que transforma as pessoas em zumbis.
E. McFly - Um vírus? Mas de onde veio este vírus? E como ele está se disseminando por aí?
K. MacLeoud - Estes detalhes ainda não sei. Só sei que atingiu várias cidades e não existe um antídoto ainda. O protocolo bluehand já está em ação. A única forma de eliminá-los é acertando a cabeça.
R. Aragorn - Eu ouvi na TV que este caos era por causa de naves extraterrestres.
K. MacLeoud - Não vai dizer que você acredita nestas previsões. Por que os ETs iriam avisar uma australiana sobre a vinda sendo que poderiam atingir muito mais pessoas utilizando o Twitter?
Leia - CUIDADO…
Ao entrarem na rua onde se encontra o prédio de Shelley, esta estava tomada por pessoas infectadas, que rapidamente cercaram o carro e começaram a balançá-lo e bater nos vidros.
[Será que nossos heróis... 'Peraí', quem escreveu isso? Heróis? É a liga da justiça? A sociedade do Anel? Eu me recuso a ler isto... "Trim... trim..." Alô!... Sim senhor... Claro... Não, não quero perder meu emprego senhor... Sim senhor.]
[Será que nossos bravos e destemíveis heróis conseguirão se livrar das criaturas? Será que conseguirão resgatar Shelley. Não perca o próximo capítulo dos Umbyteiros.]
Terceiro Ato
[Música do plantão da Globo.]
[“E o caos toma conta da cidade. Várias pessoas saem as ruas na expectativa do aparecimento de naves extraterrestres.”]
- … Ah ‘tá’, este é o motivo da gritaria lá fora. Então vou lá ver também.
[“Como aconselhado pelas autoridades, não saiam de casa, a... “]
Neste momento a TV sai do ar. Aragorn ignora este estranho fato e pensa: “Vou fazer um cartaz de boas vindas.” Lá fora a gritaria aumenta.
- Sei que é legal nossos amiguinhos de Marte estarem chegando, mas não há necessidade de tanta histeria.
Preocupado com a algazarra [ajustando a fivela do samba-canção] volta à janela para dar mais uma espiada. E o que vê o aterroriza. Pega o celular e liga para seu companheiro MacLeoud. Depois de algum tempo é atendido:
R. Aragorn – Porra, por que demorou a atender o telefone, caralho? Cara, tem um monte de…
K. MacLeoud – Eu sei o que está acontecendo. – Disse interrompendo o amigo. – Estou com o McFly e sua namorada na outra linha, e eles também já sabem.
R. Aragorn – Uai. McFly? Namorada? Algo está muito errado.
K. MacLeoud – Sai daí e me pega aqui na empresa. Vou ficar te esperando.
“Eles são a doença, e eu sou a cura”, pensa MacLeoud em toda sua nerdice.
K. MacLeoud – Ah! E se vier de botina de peão novamente, vou chutar a sua bunda.
R. Aragorn – Vai te f*. “Mas eu adoro aquelas botas.”
[Música de E o Vento Levou, borboletas no estômago e a cena de um olho sendo arrancado.]
Leia – Faça alguma coisa.
Interrompendo seus pensamentos românticos, McFly finalmente percebe a tensão do momento e toma a atitude mais corajosa de toda sua vida. Olha para Leia e diz:
E. McFly – Não se preocupe. MacLeoud saberá o que fazer. [Claro, o MacLeoud não possui vida social. A HBO não deixa. E ainda tem namorada.]
Leia – Mas… ‘peraí’. O que seu amigo pode fazer se ele não está aqui agora?
E então, toda coragem repentina de McFly se esvai.
Leia – Me dá este telefone. Alô… ‘alouuu…’
K. MacLeoud – Opa, estava em outra ligação. O que está acontecendo aí agora? Aliás, cadê o imbecil do McFly?
Leia - Está aqui, mas parece no mundo da Lua. Não sei mais o que fazer. Estou muito apavorada.
K. MacLeoud – “No problemo“. Tente reforçar a porta com alguma coisa, que já estou a caminho.
Leia – Não demore muito, seu amigo está com um olhar muito estranho.
[Chicote do Beto Carreiro, tema do Dólar Furado, bola de feno numa deserta rua do velho oeste.]
“Tudo bem, a sorte do MacLeoud é que minhas esporas estão emprestadas. Mas ele vai ver a fivela que eu vou usar.” Pensou Aragorn.
Tudo pronto, Aragorn sai de casa e caminha em direção à garagem. Mas um barulho o faz olhar para trás. “Se algum vagabundo entrar na minha casa, ele sentirá o gosto amargo do meu chicote.” Ele ajusta mais uma vez sua fivela [eu ainda não entendi isso!] e corajosamente volta para casa.
Ao chegar à porta, percebe que o barulho silencia. “Tenho que ser cuidadoso. Acho que o FDP percebeu minha presença.” E então, o espírito de Capitão Nascimento é incorporado e Aragorn chuta a porta com toda a violência, para se arrepender amargamente logo em seguida. “Não deveria ter parado com a academia.” Olha para trás, confere se ninguém viu o seu vexame e tira a chave do bolso para abrir a porta. Com todo o cuidado gira a maçaneta e empurra vagarosamente a porta, que range.
[Vocês ainda acham que vai ter algum susto aqui?]
O telefone toca. Aragorn se assusta e vai até o aparelho para atender. Do outro lado uma voz assustadora: ["-Hello. -Who is this? -Tell me your name and I'll tell you mine..." brincadeira]
K. MacLeoud – Seu FDP, o que ‘cê tá’ fazendo em casa ainda?
R. Aragorn – ‘Véi’, tem alguém aqui em casa.
k. MacLeoud – Você viu o que… quem?
R. Aragorn – Não, mas ele sentirá o gosto amargo do…
k. MacLeoud – Pára com esta viadagem e sai daí rápido.
R. Aragorn – Beleza. ‘Tô’ chegando aí.
E desliga o telefone. Com olhar psicopata vislumbra o interior da casa enquanto acaricia seu chicote. Decide investigar seu quarto primeiro. No corredor, fica intrigado com a porta fechada: “Uai, eu nunca fecho a porta do meu quarto”. Dá mais dois passos até ela. Enquanto com uma mão tira o chicote do cinto, com a outra gira a maçaneta. O que vê lhe deixa petrificado… [será que ele viu a medusa?]
[Música de suspense... melhor, música de terror.]
Sua amada e inestimável coleção de cartazes de expo-whatever estava ferozmente rasgada. Controlando-se para não deixar uma lágrima escorrer pelo olho esquerdo, sente seu celular vibrando. E uma voz esbaforida diz:
k. MacLeoud – Caralho. Cadê você, porra?
R. Aragorn – Estou chegando aí, merda. – E com um suspiro desliga na cara de MacLeoud.
[Poesia do Cão Arrependido, Chaves]
Aragorn vai até a janela aberta e então, ao olhar para fora, uma fúria a la Dragão Branco se apodera do seu ser, e diz: “O responsável sentirá o gosto…” [que lixo é esse? Porra!]
[Willian Wallace empunhando sua espada, Daniel Day Lewis partindo um francês ao meio e claro o rei Artur humilhando um saxão.]
K. MacLeoud descansa sua ira com o braço sobre a espada. [Ah! Pára com isso!] Tudo bem, K. MacLeoud descansa os pés em sua mesa. “Onde será que aquele FDP está?” Quando seus pensamentos são interrompidos por uma buzina com som de berrante. “Finalmente!”. Então, vai até a portaria de sua empresa, e quando abre a porta vislumbra a ‘ira’ em pessoa e perdendo o controle começa a rir.
K. MacLeoud - Que coisa mais gay é essa - Diz, gargalhando freneticamente e apontando para o chicote de couro que pendia na cintura do amigo.
R. Aragorn - Não ria, ou irá sentir o gosto…
K. MacLeoud - Ah tá tá tá! Pára com essa viadagem e entre, tenho que te mostra algo.
R. Aragorn entra e acompanha o amigo até sua sala. O que vê na tela do computador de MacLeoud o deixa espantado.
R. Aragorn - Mas isso é um… um… Porra, o que que é isso?
K. MacLeoud - Calma, depois te explico. Vamos até o MacFly e sua namorada. Estão precisando da gente lá, afinal, ele é um imbecil e ela já percebeu isso.
Então, os dois destemidos amigos caminham até o bytemovel.
R. Aragorn - Cara, nunca tinha visto esse lugar tão vazio.
K. MacLeoud - Nem eu. O que você viu talvez seja a explicação.
R. Aragorn - Engraçado mesmo. Agora percebo que o trânsito estava tranquilo e que não tinha quase ninguém no caminho até aqui.
Desrespeitando todas as limitações de velocidade e sinais de trânsito, Aragorn avança com seu carro rumo ao centro da cidade, onde McFly e Leia continuam encurralados.
Chegando ao edifício com a logo da OCP [já vi isto em algum filme], eles notam que os vidros da portaria estão quebrados. Cuidadosamente adentram o prédio.
Leia, que estava na janela, se dirige a McFly e diz:
- Duas pessoas desceram de um carro e acabam de entrar no prédio.
E. McFly - Devem ser MacLeoud e Aragorn.
[Ele foi curado? Como deu uma resposta sem gaguejar a uma mulher?]
Do outro lado da porta ouve-se sons de luta corporal. Osso contra osso, unhas se quebrando, cabelos sendo puxados até que um breve silêncio toma conta do local. Porém, a calmaria foi quebrada pela porta da sala de McFly sendo arrombada.
Leia, olhando para os indivíduos na porta, solta um grito de pânico.
Continua…
[Que mania de terminar os capítulos com um suspense.]
Season 1 - Episode 2
[Previously on Umbyteiros. Música do seriado Heroes.]
[Brincadeira, vamos ao que interessa. Acho que tem alguém vivo por aqui.]
Do outro lado da linha, McFly ouve sons que parecem vir de uma besta do inferno. E, de repente, alguém esbraveja: “There can be only one.” E o mais bizarro aconteceu, alguém canta: “Who wants to live foreeeeeeeeeeeever.”
K.MacLeod – McFly? ‘Cê’ ‘tá’ aí ainda?
E.McFly – Opa! Que merda é essa que ‘tá’ acontecendo aí?
k.MacLeod – PQP! Não sei como explicar.
E.McFly – Como assim num sabe?
k.MacLeod – Cara, acabei de matar um…
E.McFly – ‘Peraí’, tem uma gritaria aqui fora. Vou lá ver o que é.
K.MacLeod – Não ‘caraí’. ‘Peraí’.
McFly então caminha até a janela e vê uma cena estranha. Uma garota corre desesperada em direção ao prédio. Em seu encalço, três homens desconjuntadamente correm. McFly então pensa: “Será que dá tempo de pesquisar no Google como salvar uma donzela em apuros?” Infelizmente ele só encontra letras de músicas a respeito, quando um pensamento herege passa pela sua cabeça: “Acho que vou tentar o Yahoo.” A porta da sala é esmurrada por alguém em pânico, enquanto isso, uma voz esbraveja ao celular: “Porra McFly. Que que ‘tá’ acontecendo aí?” Então ele caminha resmungando até a porta: “Será que aquele p$%#@@%$#% esqueceu a chave?” E, ao abrir a porta, para sua surpresa…
[música angelical tocando, cupidos com suas flechas, harpas em seus suaves acordes, Pepe Le Pew cortejando sua amada.]
- Pelo amor de Shiloh, me ajuda!
Com sua incapacidade natural de comunicar-se com o sexo oposto, a única reação que ele conseguiu ter foi sair do caminho.
- Tranque a porta. Rápido!
Como um robô, obedeceu à ordem e ficou pensando: “Ela reconhece Shiloh como o ser supremo. Deve acessar o Judão também.”
A garota estava ofegante, pálida, como se tivesse visto um fantasma. McFly tenta perguntar quem eram os caras que a estavam seguindo, mas as palavras não saem. Percebeu que era a mesma garota que lhe perguntara as horas mais cedo, no ônibus.
- Tem alguém falando neste telefone?
A moça apontou para o telefone na mesa ao seu lado, onde MacLeod já gritava a ponto de parecer estar no viva-voz. Então ela se dirige a McFly:
- Quem é que está no telefone? O que está acontecendo? Por que você não diz nada?
- É… bom…
[Já vi um cara parecido num seriado de TV ]
- Alô? Quem está aí?
Ela pega o telefone e começa a conversar com MacLeod, que pensa: “Uai? McFly com uma garota? Será que é gostosa?” e diz:
- Quem é você? ‘Cadê’ o McFly?
- Ele está aqui, mas não fala nada. Sou a Leia. Estou sendo perseguida, não sei dizer por quem, ou pelo o quê. Entrei aqui no prédio, bati em várias portas e o seu amigo abriu.
- PQP! Está acontecendo aí também! Deixa eu falar com esse imbecil.
Ela passa o telefone para o [imbecil] McFly.
- Opa… – Fala enquanto fixa o olhar em Leia.
- ‘Fi’, você não percebeu o que ‘tá’ acontecendo ainda? Idiota. Tranque a…
De repente a porta começa a ser forçada. Leia, apavorada, inconscientemente se agarra ao braço de McFly. Já o mesmo, alheio à tensão do momento, só consegue pensar: “Oh Shiloh! Ela me tocou. Será que me ama?”
[Cena de um grupo olhando para uma TV.]
[Voz de Pedro Bial: "E com 98% dos votos, R. Aragorn está indicado para o paredão." ]
- Conto com vocês mãe, pai. Gatas de todo o Brasil, conto com vocês.
[Barulho, gritaria]
- Calma gente [soluço], foi só uma indicação. A votação ainda virá.
[Barulho, gritaria, pessoas correndo]
- Amo todas vo… Ahn… o que? A fita… a Globo já recebeu minha fita?
Assustado, Aragorn acorda. Os sentidos voltam e ele continua ouvindo uma gritaria.
- Ca$%¨%#! Ninguém me deixa dormir. Trabalho à noite po$#%.
Então, caminha até a janela [deixemos de lado o fato dele estar com uma fivela de peão de rodeio segurando a samba-canção] e avista algo na rua.
- Mas que merda é …
Continua…
- Céus, a Google faliu! É o fim, o apocalipse, as ações valem um centavo de dólar.
“Trimmm… trimmm…”
- Oi.
- Há algum problema com a internet? Não consigo acessar o Gmail.
- Nããããããão… o Gmail nããããão… Quem é o idiota que colocou Carmina Burana para tocar agora?
E. McFly, pálido, coração a mil, acaba de abrir os olhos. Não sabe ainda onde está, mas continua ouvindo as notas firmes de Carl Orff.
- Ufa! Foi apenas um pesadelo. Ainda bem que troquei o toque de despertar. Se estivesse com o tema de Psicose ainda, teria infartado.
Passado o susto, é hora de cumprir o velho ritual matinal.
- Link… ok. E-mails… 42 não lidos. Downloads… todos concluídos. Classificação no RPG online… 26452, devia ter aumentado o número de lanceiros.
Mais um dia de trabalho está para começar. Amaldiçoando as grandes mentes por ainda não terem inventado o tele transporte, ou ao menos veículos flutuantes guiados por GPS, ele dirige-se ao trabalho.
Fones de ouvido a postos, sinal para o ônibus, selecionar podcast no iPod, play:
[Lambda... lambda... lambda... nerdiiis...]
- Com licença, quantas horas?
Senta-se ao lado dele uma bela jovem. Sem pausar o podcast, mãos transpirando, voz falhando, E. McFly olha para o relógio, seu QI se reduzindo ao de uma ameba, os ponteiros não fazendo o menor sentido, então, muitos segundos depois, ele responde:
- Sete horas.
[cenas vibrantes de lutas com sabres de luz, pancadaria a lá Tarantino e a Salma Hayek dançando com uma cobra]
Enquanto isso, do outro lado da cidade:
- Nããããããããoo… George Lucas irá adaptar Senhor dos Anéis… Isso não é possível, se acontecer, assistirei toda a novela das seis. ???? Que merda de música é essa? Quem ouve a marcha imperial uma hora dessas?
[Será que todo nerd acorda da mesma forma?]
K. MacLeod acorda e suspira aliviado. Era um pesadelo. Enfia o braço embaixo do travesseiro e, confortado, percebe que seu companheiro e amigo das horas solitárias, seu iPod, está seguro. Levanta e, sonolento, caminha até o banheiro para mais um momento de meditação e inspiração para o dia de trabalho.
Após sua rotina matinal, [ainda bem que não vai ser descrito tudo que esse nerd faz de manhã] blasfema contra Crom sobre o porquê não se pode carregar espadas na rua.
No ponto de ônibus, fones no ouvido, seleciona no iPod o podcast do dia e:
[Seeeeeejam bem-vindos seres...]
[Cenas de futebol, estádio lotado xingando o juiz, especial do Leonardo de Natal]
R. Aragorn caminha, cansado, até o carro. Mais uma noite mal dormida no trabalho.
- Será que aqueles dois postaram algo? Quero que o site fique famoso logo.
CD escolhido, play… [música não consta no NMWDB - Nerd Music World Data Base, o banco de dados mundial com todas as músicas que podem ser ouvidas por nerds]
- Ei linda!!! [Quase acertando um motoqueiro] “Bi… Bi…”
Em casa, e-mails… Orkut… MSN…
- Merda, odeio ter que ficar fechando estas janelinhas que se abrem. Legal, posts novos… vamos comentar. Hahahahaha, choreiiii… Até parece que Linux serve para alguma coisa que não seja [limpar as cagadas do Ruindows?] auxiliar o Windows.
Sentindo as pálpebras pesarem, resolve ir deitar-se.
Rapidamente ‘pega no sono’. Então, imagens começam a surgir…
[Não vejo nada. Cadê as imagens??? ‘Tá’ tudo azul e parece ter umas letrinhas brancas no meio da tela. ‘Peraí’, o que é isto? Um teclado??? Ctrl, Alt... chorei... Del]
E tudo fica escuro.
[Cenas do Felipe Massa comemorando a vitória em Valência e o Rei Artur cortando algum saxão ao meio]
E. McFly - Opa! ‘Hj’ tive um sonho estranho. Tem algo diferente no ar.
K. MacLeod - Fala camarada! Larga de ser viado. Que sonho gay foi esse?
E. McFly - A Google faliu.
K. MacLeod - PQP! O mundo vai acabar. Deus faliu?
E. McFly - Notei outra coisa esta manhã. O prédio está vazio, nem ascensorista tinha.
K. MacLeod - UAI! Engraçado, não tem ninguém aqui além de mim. E mais, não tinha ninguém na rua também.
E. McFly - Espere! Ouvi algo lá fora.
K. MacLeod – ‘Blz’!
[Música de suspense. Fiquem prontos para um susto.]
Então, E. McFly caminha lentamente [meio gay isto] até a suposta origem do barulho. E…
[Música sobe. Se prepare.]
- Porra, Vandergleidson, que merda é essa? Vai pro banheiro. C*$&@*¨.
E. McFly - Opa!
E. McFly - Opa?
E. McFly - Oh meu ‘fi’.
Celular na mão, disca para K. MacLeod. Uma voz sussurrada responde do outro lado.
[Música de suspense. Agora sim, vai ter susto.]
K. MacLeod - Merda ‘véio’. Merda. Cara, ‘cê’ não vai acreditar no que ‘tá’ acontecendo. Merda.
E. McFly - Fala ‘fi’. Que foi?
K. MacLeod - Cara. Aqui ‘tá’ cheio de… CARAAAAAAAAAAAAAALHO!
[Música sobe. O pau vai comer solto.]
E. McFly - ‘Fi’? ‘Ow’? MacLeod? Merda…
[O que aconteceu? Olááá... Cadê todo mundo?]
Continua….
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8 Responses to “Umbyteiros”
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1. Maximiliano
disse:
October 25th, 2008 às 2:44 pmEsse McFly é a cara do Édson. kkkkkkkkkkkk
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2. Edson Sguizzato
disse:
October 25th, 2008 às 6:07 pmHã… impressão sua :S
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3. Kellsens Willamos
disse:
October 26th, 2008 às 3:35 pmSó que o McFly tinha namorada, hahahahaha !
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4. Michelle
disse:
October 26th, 2008 às 6:22 pmEu agradei da Shelley…
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5. Luiz Claudio Eudes
disse:
October 29th, 2008 às 5:30 amSó por causa desse texto, acabei de adicionar nos feeds!
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6. Edson Sguizzato
disse:
October 29th, 2008 às 8:28 amValeu Luiz Cláudio.
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7. Paboo @ Illidan Stormrage
disse:
October 31st, 2008 às 12:25 amEngraçado, heh ! Simplesmente engraçado ^^
-
8. Edson Sguizzato
disse:
November 13th, 2008 às 11:36 pmO céu (leiam atmosfera), não é mais o limite.

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October 5th, 2008 at 7:24 pm
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